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Once Upon a Time e a Pessoa que Eu mais Odeio

August 5, 2017

 

ATENÇÃO: ALERTA DE SPOILER. O POST ABAIXO FALA DA VIDA DE REGINA NA 6ª TEMPORADA. SE NÃO ASSISTIU AINDA, FICA AVISADO.  ;)

 

        Olá, pessoas! Depois de bastante tempo, finalmente surgiu inspiração (e disposição) para voltar a escrever aqui. Desta vez, gostaria de comentar um pouco sobre a série Once Upon a Time, ou, em português, Era uma Vez. Pra quem não conhece muito bem a história, aqui uma sinopse (se já conhece, pode pular essa parte):

 

“A série se passa na cidade fictícia de Storybrooke, cujos moradores são todos personagens de contos de fadas que foram transportados da Floresta Encantada para o "mundo real" através de uma poderosa maldição obtida através de Rumplestiltskin e lançada pela Rainha Má. Após perderem a memória de suas vidas na Floresta Encantada, cada personagem ganhou uma nova identidade com empregos adaptados ao mundo moderno. A única esperança para eles reside em Emma Swan , filha da Branca de Neve  e do Príncipe Encantado , que foi transportada ainda bebê para o mundo real antes que a maldição fosse lançada. Como tal, ela é a única destinada a quebrar a maldição e restaurar as memórias dos personagens perdidos. Emma é auxiliada por seu filho Henry, ao qual foi recentemente reunida depois de tê-lo dado para adoção logo após seu nascimento. Henry tem um livro de contos de fadas, que contém as histórias que foram apagadas após a maldição, e o responsável por fazer Emma (também denominada "A Salvadora") acreditar na magia e quebrar a maldição, devolvendo a todos suas memórias. Henry é também o filho adotivo de Regina (Rainha Má), e tem um papel importante em relação às vidas e à tensão entre Regina e Emma.”

------

 

     Então, como primeiro post sobre essa série (possivelmente surgirão outros depois), eu quero começar falando de uma das personagens com a história mais trabalhada da série: Regina, também conhecida como Evil Queen (ou Rainha Má). 

 

     Como já disse na Sinopse, Regina é a Rainha Má da história da Branca de Neve. No início da série, entendemos que por sua obsessão em matar a Branca de neve, Regina lança um feitiço na terra dos contos de fada, e leva uma grande parte das personagens conhecidas a uma cidade chamada Storybrooke, que fica no nosso mundo. Em Storybrooke, Regina é a prefeita, e tem um filho adotivo, Henry, que na verdade é filho da filha de Branca. A partir de seu relacionamento com Henry, Regina vai percebendo o que é realmente importante pra ela, e pouco a pouco, a grande vilã inicial vai se transformando em alguém digna de ser chamada heroína (sim, a Rainha Má vira heroína aqui O.O). Na sexta temporada, Regina tem que lidar com seu lado mal, a Rainha Má, que ela separou de si com um feitiço, na esperança de poder destruir seu lado mal (meio que ao estilo talismã do tigre, das Aventuras de Jackie Chan).

 

Obs.:A partir daqui, chamarei Rainha Má a versão vilanesca da personagem, e de Regina a versão heroica.

 

     Depois de toda essa contextualização, finalmente, gostaria de apontar algumas Conexões que me vieram com Regina, especialmente no episódio em que ela “derrota” a Rainha Má:

 

- A pessoa que eu mais odeio

 

“ Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” Romanos 7.24

 

         Durante toda a série, a Rainha Má odeia a Branca de Neve, persegue-a e deseja ardentemente em seu coração seu sofrimento e morte. Pelo menos isso é o que aparece em toda a série....

 

      Porém, no episódio 6x14, temos uma revelação que meio que já era sentida, mas nunca tinha sido mostrada tão claramente (não que eu lembre). Nesse Episódio, Regina deseja descobrir onde está a Branca de neve, e por isso enfeitiça uma flecha, que a levaria até a sua pior inimiga, ou seja, Branca. Na medida em que segue a flecha, percebe que ela está indo em direção ao seu próprio castelo. A Rainha pensa que Branca escondeu-se no castelo, aproveitando sua ausência. Porém, a flecha entre em seu quarto e atinge seu próprio guarda-roupa. A vilã chega ao cômodo, porém não encontra Branca. Irada por que o feitiço deu errado, a rainha finalmente olha para o lado e vê algo interessante, ela mesma refletida num espelho. Então vem à tona a verdade, que talvez já soubesse, mas não queria enxergar: a pessoa que ela mais odiava não era a Branca, mas sim ela mesma!

 

 

        A rainha odiava a pessoa que havia se tornado, a pessoa que foi formada à imagem e semelhança de sua mãe, que ela tanto abominava. Ela se tornou uma vilã, e isso a corroía por dentro. Seu coração se tornara negro, e ela sentia que não podia fazer nada além odiar, odiar e odiar!

 

     Entretanto, com o passar do tempo e os aprendizados que vem das experiências, a Rainha vai entendendo que ela não se tornou aquilo apenas por causa de sua mãe. Ah, como ela odiava o fato de ser assim, e ter rejeitado a chance que a fada Tinker Bell deu a ela quando mais jovem, de encontrar o seu  verdadeiro amor. Não foi apenas sua mãe que a responsável pelo que ela se tornou. Sua mãe apontou o caminho das trevas, mas foi ela que trilhou, e pouco a pouco enegreceu o seu próprio coração, fazendo maldade após maldade e matando sua própria alma.

 

         Ah, e como é triste quando às vezes eu me sinto exatamente assim! Se um pecador, conformado em seu pecado, peca, ele não sente muita coisa, já está afundado naquilo. Mas como é horrível pra alguém que tem ao menos uma fagulha de desejo de santidade, o pecar. Especialmente para aqueles que já foram alcançados pela graça de Deus, é como uma faca encravado no peito, quando nos entregamos voluntariamente ao pecado. Surge uma desesperança, um sentimento de indignidade até de existir...

 

         Eu me identifico muito com o versículo que mencionei acima, pois muitas vezes , essa é descrição de mim. 

 

"Miserável homem que sou, quando, como poderei me livrar desse pecado na minha carne, que dia e noite me atormenta?!"

... :[

 

- Vilã ou heroína

 

      Um dos grandes conflitos que ocorrem em Regina e algumas outras personagens, originalmente vilãs, é da possibilidade (ou não) de tornar-se um heroi. Regina é conhecida inicialmente como Rainha Má. Porém, diferentemente do que ocorre nos contos de fada, ela não é estaticamente uma vilã. Pessoalmente, eu acho muito interessante esse conflito, pois, para todos, o mundo era dividido entre heróis e vilões (fora os coadjuvantes, rs). Para os próprios vilões, isso era algo que não poderia mudar, um destino ao qual todos eles estavam fadados.

 

      Assim também, nós, como pecadores distantes de Deus, não tínhamos chance alguma de mudar nossa situação. Estávamos mortos em pecados, sem esperança, sem Deus no mundo (Ef.2.12). Restava-nos apenas uma expectação horrível de alguém que era mau diante de um Deus santo e nada poderíamos fazer a respeito(ou seria assim se tomássemos consciência de nossos pecados sem saber de Cristo).

 

       Porém, algo mudou para a Rainha Má: veio Henry. Ter alguém com quem se importar além de si mesma, e até acima de si mesma, trouxe a Rainha Má uma nova perspectiva, um fio de esperança surgia para um coração em trevas: O Amor. Assim também para nós, povo que jazia em trevas, resplandece a luz do Amor de Deus manifesto na Cruz do Seu Filho. 

 

        No Amor de Deus, vive a esperança para aquele que morto em pecados estava. Nascemos vilões, mas em Cristo, podemos nos tornar heróis. Por Ele, e só por Ele!

Assim, não me identifico apenas com o miserável homem que sou (Rm. 7.24), mas com a continuação do texto, em Romanos 7.25:

 

"Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor."


... ;-;  :) :D

 

- Sobre Henry...

 

         Henry é de fato uma peça essencial nesse processo de Regina, mas não digo apenas do seu filho adotivo. O nome Henry dado ao seu filho amado foi dado como homenagem ao pai de Regina, também chamado Henry. Percebemos pela história que a mãe de Regina, Cora, era de fato a representação da maldade na família, e isso influenciou fortemente Regina. Porém o seu pai era diferente. O pai de Regina era um homem bom, que mesmo conhecendo a maldade que surgia diante dele, na pessoa de sua filha, permanecia como um pai amoroso, que sempre a aconselhava e tentava guiá-la para o bom caminho. No fim, para lançar a grande maldição que originou Storybrooke, ela sacrificou a pessoa que ela mais amava, e que mais amava, o seu próprio pai.... :/

 

Refletindo um pouco...

 

      Se formos pensar sobre isso, podemos tirar algumas conexões (eu tirei 3)... Regina rejeitava muito o seu pai, mas no fundo ela percebia que era a única pessoa que realmente se importava com ela, isso por causa do seu Amor incondicional para com Regina. Mesmo diante de toda a maldade que sua filha cometeu, ele permaneceu amando-a. Não havia qualquer razão nela para que ele a amasse. Mas ele decidiu que, por ser ela sua filha, ele a amaria, e por ele, por quem ele era, ele a amou.

 

        Assim também é o relacionamento entre nós e nosso Deus. Ele nos criou e ele nos ama. Porém, mesmo sabendo que isso o feriria, decidimos trilhar o caminho das trevas do pecado. Assim, nos afastamos da luz de Deus e seguimos pelo nosso próprio caminho.

 

PORÉM, ELE NUNCA NOS DEIXOU...

 

         E isso é algo que vemos muito claramente na Bíblia, a insistência de Deus em pessoas que não parecem se importar com Ele. Nós olhamos para Ele, sabemos da sua vontade, mas mesmo assim, muitas vezes, decidimos fazer a nossa própria...

 

Um pouco mais...

 

        Então pensamos na morte do pai de Regina. Como foi trágico quando ela percebeu o que devia fazer para lançar a grande maldição.... ela tentou até fugir disso, sacrificando seu animal de estimação, que ela gostava muito, para que a maldição fosse lançada. Porém, para lançar a pior das maldições, era necessário abrir mão daquele a quem mais se ama...e este era o seu pai... ;-;

E essa mesma ideia também se aplica a nós. Para usufruir mais dos prazeres do pecado, o homem se afastava cada vez mais do Amor de Deus por nós. Quanto mais nos afundamos na lama do pecado, menos podemos ver a luz divina, e pode até nos parecer impossível uma vida diferente..."parece tão longe, acho que não há mais volta..."

 

Porém...

 

        Henry, o pai da Rainha Má, morreu, mas nem por isso foi apagado da vida de sua filha. Henry voltou, não como o seu pai, mas agora como o filho. Assim como o pai já desde muito tempo manifestava o que era o verdadeiro Amor para sua filha, veio o filho, no mesmo espírito que o pai, para mostrar o que é o Amor do qual o pai já antes falava.

       

        Cristo veio para o mundo para mostrar ao mundo o que é o Amor do qual o Pai, Deus, falava desde o princípio. Ele não trouxe algo novo, mas mostrou ainda mais claramente o que É o Amor do Pai por nós.

 

      Pode até parecer que já estamos longe demais, que já passamos dos limites, que já cometemos pecados demais, e que somos imperdoáveis... Matamos o Pai em nossos corações e nos entregamos às trevas.

 

MAS O PAI NÃO DESISTIU DE NÓS.

 

         Em Once Upon a Time, o pai morre amando a sua filha, e esse amor é lembrado no filho. Na nossa realidade, o filho vem para entregar sua própria vida, para dar a manifestação máxima do que é o Amor do Pai, que morto estava em nossos corações. Deus, por seu imenso Amor, se entrega completamente a nós, o Pai, o Filho e o seu Espírito. E Ele pede o mesmo de nós, que nos deixemos ser resgatados por ele de nossas trevas interiores, e sejamos transformados por esse Amor.

 

 

- Paz com o Inimigo - Lidando consigo mesmo

 

 

      Depois de ser já atingida e transformada pelo Amor, chegou a hora da verdade! No episódio 6x14, a Rainha Má conseguiu desfazer o vínculo de existência que ela tinha com Regina, e agora está pronta para destruí-la de uma vez por todas, sua pior inimiga e pessoa mais odiada.

Elas começam então a lutar com espadas, até que regina finalmente consegue derrubar a espada da Rainha.

 

"Eu te odeio! Eu te odeio!", grita a Rainha com toda a sua força à Regina.

 

        Então, Regina, pronta para destruir o coração de sua inimiga mortal, toma uma decisão que mudaria tudo:

Ela decide perdoar a Rainha Má e compartilhar o seu coração com a Rainha, tanto a bondade quanto a maldade!

 

“Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.” Gálatas 6.2

 

Regina tomou a decisão de carregar um pouco dos fardos da Rainha Má, e ajudar a Rainha, sua pior inimiga, a entender um pouco mais sobre o Amor, ensinando diretamente a seu coração o que é isso. Regina sabia como era ser a Rainha Má, o que se passava em seu coração, pois ela é seu passado, e até um pouco de seu presente. Ela teve empatia pela pessoa que viu a sua frente, e a ajudou; deixando finalmente de lado o ódio que tinha por si mesma, ela a amou, ela perdoou, não só a Rainha Má a sua frente, mas a si mesma! 

 

     Em um livro chamado "O impostor que vive em mim", de Brennan Manning, aprendi um pouco mais sobre como viver em paz consigo, mesmo com nosso pior inimigo(EU) habitando na mesma pele que nós (ou sendo conosco...).

 

          No meu entendimento, a consciência de que esse Eu pecador habita em nós pode ser algo horrível, pois sempre olhamos para nós e vemos algo que não queríamos que estivesse ali: o pecado. Mas há algo que podemos pensar também...é verdade, esse eu malvado em nós é maligno e deve morrer... a ideia do negar a nós mesmos, tomarmos a nossa cruz e seguirmos a Cristo é clara e deve ser buscada. Porém, ele ainda somos nós, ou melhor, ainda é parte de nós. Não são dois seres diferentes que habitam aqui, um santo e outro pecador, é uma única pessoa com conflitos de desejos, de santidade e de ´pecado dentro de si...

 

       A questão é que permitir que esse ódio a esse meu lado mau encha demais meus pensamentos é muito perigoso. Porque? Porque se eu encher demais minha mente com ódio, mesmo que seja ao pecado em mim, pode ser que eu acabe odiando alguém por quem Cristo morreu: Eu mesmo.

Percebem como isso é perigoso? Odiar alguém que Deus ama tão intensamente, a saber, eu?

 

O que fazer então?

 

         O que eu entendo da Bíblia é uma linha um pouco diferente. A proposta é: não encha sua mente com ódio pela maldade; encha a sua mente com Amor pela Bondade, ou melhor, por aquele que é Bom, o próprio Deus. O mandamento é "Ame a Deus de todo coração, alma, força e entendimento"; e não "odeie tudo o que Deus odeia". Só quando Regina começou a praticar o bem e pensar mais no amor às pessoas do que no ódio por si e por seu inimigos foi que seu coração começou a ser transformado de verdade.

 

       Se amarmos realmente aquilo que Deus ama, então olharemos pra nós não com um olhar de condenação, mas de Amor e perdão. Se fizermos isso, naturalmente passaremos a não gostar daquilo que vai contra a Boa vontade de Deus, e nossa mente e vontade irão se tornar mais e mais parecidas com as d'Ele. Então, faça como Regina: perdoe o seu eu pecador, pois foi por Ele que Cristo morreu. Se o próprio Deus não faz questão de guardar contados todos os nossos pecados, depois de perdoados por Cristo, porque nós deveríamos?

 

       O 'Final Feliz' de Regina, impossível para vilões, chegou para ela, finalmente, quando decidiu em seu coração ser uma heroína. O nosso Final Feliz encontra-se no final desta caminhada, e apenas com Cristo, se permanecermos firmes n'Ele até ao fim.

 

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." I Coríntios 15.58

 

Resta então a pergunta: Depois de tudo isso, quem você decide ser, vilão ou herói?

 

 

--

 

por Alan Keuce

 

"Seja alguém de quem o mundo não é digno"(paráfrase Hb.11.38)

 

 

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