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Aventura (Digressão de Natal)

December 24, 2016

 

 

Olá pessoas, Feliz Natal! Então, não posso deixar passar em branco essa data, então aí vai uma digressão que fiz, para que possamos refletir um pouco sobre o que significa o verdadeiro Natal, na grande aventura de Deus vindo à terra e a nossa aventura em direção a Ele!

 

 

Aventura

 

Vem, e dar-te-ei todos os prazeres que desejares nesta terra

Vem, e dar-te-ei aquilo que mais desejas, isso, isso mesmo, aquilo que faz teus olhos brilharem

Sua voz sedutora me atraiu, me encantou, minha carne foi, mas estremeceu

Estremeceu, não por si mesma, mas pelo que há dentro

Minha Alma se revolvia aos prantos pela ideia de seguir aquela voz

Sentia a ambiguidade, o desejo de ir, e o perigo que havia naquele chamado

Sentia que não era o chamado a que devia atender, mas mesmo assim, fui

E me matou

E eu, que vivo estava, senti sua morte a me envolver

E quase penetrava com sua agulha fatal em meu coração, para dar o golpe final

E quando parecia estar entregue a sua morte, no fundo das trevas mais escuras, nos recôndidos de minha alma, que nem sabia estarem lá

Desceu, rasgando os céus, uma Poderosa Aura, a Estrela da Manhã

 

Eu bem reconhecia aquele brilho, que me enchera de esperança e temor

Tamanha era a alegria do resgate, mas também grande a vergonha

Pois mesmo tendo consciência dela, deixei-me levar pela sedução das sombras

E então, a tristeza que expressava minha alma dentro de mim apareceu também no corpo

Aquela Aura era o Imaculável, o Santo

Diante Dele, todas as torrentes de escuridão se abriram, como nos tempos de Moisés, pois não suportavam estar em Sua presença

Daquele que é Luz, foge a escuridão

Daquele que é santo, foge o pecado

Daquele que é Tudo, foge o Nada

E o Tudo se fez tudo em mim novamente

Me soltou das amarras, das quais já havia me livrado

A morte, sua agulha saiu de mim, como por um triz

Derrotada, saiu cabisbaixa aquela que a [quase] tudo põe fim

Diante daquele que é a própria Vida

 

E eu, resgatado por aquela Imponente Aura Real, cai de joelhos aos prantos, e meu espirito, alma e corpo cederam à Sua majestade

Que tristeza foi para mim admitir pecado diante do Santo

Mas que alegria foi, quando lembrou-me que minha vergonha não era necessária

Pois sobre O Herdeiro foi depositada toda ela, ao morrer a morte dos servos

Uma inundação de sentimentos naquele momentos, todos intensos, ambíguos, paradoxais

Mas sobre tudo isso, havia a forte sensação de que com Ele é o meu lugar

Na sedução, há alguém saindo de seu país, de sua pátria, para tentar as aventuras de um lugar novo

Mas esse desconhecido mostra-se sempre perigosíssimo, pois nunca se deve deixar esta Pátria

Prefiro uma outra aventura

Em que um Rei viu a desgraça de seus servos, perdidos, sem direção, sem esperança

Mas um menino nasceu, leão na forma de cordeiro, Rei na forma de servo, Deus na forma de homem

Somente os que se aproximavam d’Ele percebia sua majestade

Aos outros, era apenas mais um

Mas Ele morreu para lhes trazer esperança

 

Desde então, aqueles que d’Ele se aproximam recebem a Esperança, porque três dias depois,

A própria morte se lhe rendeu

Assim, me aproximei d’ELe e decidi viver minha própria aventura

Nessa aventura, sou peregrino numa terra distante, e viajo rumo à minha Verdadeira Pátria

E o Rei, dono daquela Presença, Este Rei me acompanha por todos os passos, me guiando de volta ao seu Glorioso País

Grandes perigos, aflições e encantos perigosos no meio do caminho

Mas maior que isso, grandes são os resgates, as lições e aprendizados

Quanta beleza há escondida no rosto do meu Senhor

Continuarei a olhar para Ele, e assim não mais cairei nos enganos dessa terra

Mas verei sua beleza irradiando em cada paisagem, em cada pessoa, alguém por quem Ele morreu, alguém com quem Ele se importa

Esta é a minha aventura, este é o meu país

E nada, nunca, jamais, será capaz de me arrebatar

Daquele a quem meu coração pertence

Daquele que, desde a Eternidade, já havia estabelecido

Que Ele mesmo seria o meu Lar, para todo o sempre...

 

--------

 

 

Estávamos mortos em nosso pecados, mas Ele nos resgatou. E para nós, que já o conhecemos mas ainda pecamos, continua sendo Ele o nosso resgatador de todos os dias, pois a obra que Ele começou, Ele a aperfeiçoa em nós. Não se deixem enganar, aventureiros, pelas armadilhas e seduções dessa terra, Cristo nasceu, cresceu, morreu e ressuscitou; não nos dará Deus, por Ele, todas as coisas? Sigamos em frente, façamos morrer nossa carne nessa terra, pois com Cristo, tudo isso vale a pena, desde agora e eternamente.

 

Então, fiquem com Deus, amigos, e que brilhem a luz do Amor e da Esperança da Cruz de Cristo em nossas vidas!

 

Soli Deo Gloria

 

--

 

por Alan Keuce

 

"Seja alguém de quem o mundo não é digno"(paráfrase Hb.11.38)

 

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