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Conexão CrossOver - A Luta pela Singularidade em "Divergente" e "A.I. Inteligência Artificial"

May 13, 2016

 

 

 

Olá, pessoal! Tudo bem?

 

      Então, aqui vai uma Conexão CrossOver sobre os filmes "Divergente (2014)" e “A.I. Inteligência Artificial (2001)”. Aos que não conhecem ou não lembram muito, aí vai uma sinopse do filme Divergente (Já já A.I. vai entrar na história):

 

"O filme Divergente se passa em Chicago e conta a história de uma adolescente chamada Beatrice que, ao completar 16 anos, deve escolher entre uma das cinco facções que compõe a estrutura da sociedade, cada qual representando uma virtude. As facções são: honestidade (Franqueza), generosidade (Amizade), coragem (Audácia), Inteligência (Erudição) e Altruísmo (Abnegação). No dia de seu teste de aptidão, Tris descobre que é um divergente, ou seja, apresenta uma personalidade para mais de uma facção. Na cerimônia de escolha, Cris decide pela facção da Audácia, mudando o nome para Tris e iniciando uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade.”

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         Para fins de organização, na nossa sociedade, são criadas diversas "caixinhas", tudo tem uma classificação, e o rótulo de cada pessoa é feito com base nas caixinhas a que podemos incluir essa pessoa. Tal pessoa está inclusa na caixa das pessoas: simpáticas, extrovertidas e legais. Já outro alguém está na caixa dos introvertidos, estranhos e inteligentes. Cada um é incluso em suas caixinhas, rotulado e valorizado na sociedade de acordo com as caixinhas a que pertence.

 

        Mas o que acontece quando somos fora dos padrões, quando parece que os parâmetros não foram feitos pra nós? O que devemos fazer, o que estamos supostos a sentir quando não parece que nos encaixamos nas fôrmas impostas pela sociedade?

 

        No filme Divergente, é isso o que vemos: a sociedade é dividida em facções, “caixinhas”, nas quais cada um deve entrar e se amoldar. O filme mostra que aderir a esse sistema é normal, e que divergir disso é ser rebelde e perigoso à ordem.

 

“Não ser ninguém além de si mesmo num mundo que dia e noite dá o seu melhor para transformá-lo em outra pessoa significa lutar a mais dura das batalhas que um ser humano pode enfrentar, e que nunca deixa de lutar." E. E. Cummings

 

            Essa é a batalha, aceitar a nossa singularidade quando vivemos num mundo onde todos tem definições, contornos para nos impor. Mas quem somos nós? Qual a definição que realmente se encaixa em quem somos?

 

“EU SOU ÚNICO!”

 

 

 

 

            Essa frase foi marcante pra mim quando assisti o filme “A.I. Inteligência Artificial”. Esse filme se passa num futuro no qual parte do planeta foi inundada pela elevação do nível dos mares e andróides convivem com os seres humanos. Uma equipe de cientistas de uma empresa chamada Cybertronics criam um robô em forma de criança que foi programado para amar seus pais eternamente. O casal Harry e Monica é o primeiro a adotar o primeiro desses androides, o David, que é programado para reconhecer Monica como sua mãe e amá-la. O filho verdadeiro deles, que estava doente, recupera-se. Ocorre então num acidente no qual David não tem culpa, e o menino robô é acusado de ser uma ameaça e precisa fugir. David vai então atrás da fada azul, para que ela o torne um menino de verdade, como na história de Pinóquio.

 

         No meio dessa jornada, David encontra a fábrica onde seu modelo estava sendo construído, e encontra outro "David", que parece, anda e fala como ele. É nesse encontro que, num acesso de raiva, ele o destrói gritando “Eu sou único! Eu sou único!”

 

        Meu sentimento é exatamente esse: como alguém ousa tentar enquadrar todas dimensões da minha vida em categorias pré-existentes? Eu sou único! Sou parecido com muita gente em muitas coisas, mas eu sou eu! Infelizmente, muitas vezes o eu não é muito o que eu queria ser... e às vezes nem gosto tanto de ser eu quando vejo a quantidade de erros que eu cometo, mas com certeza não quero ser um outro alguém que falha tanto quanto eu; nenhuma outra pessoa tão falha quanto eu tem o direito de me impor quem eu devo ser, qual deve ser a minha essência.

 

           De fato, em Divergente, Tris era única, não podia ser encaixada nas categorias impostas, ela era divergente disso, e na verdade, todos na sociedade o eram em algum nível; isso só ficou mais evidente com Tris, que se destacava mais em suas diferenças. Em A.I., David até havia outros modelos fisiologicamente idênticos a ele, porém, só aquele David tinha tido aquelas experiências com o casal Swinton, com Monica, com seu ursinho Teddy, Joe; e mesmo a composição de seu corpo, apesar de idêntica à de outros, não era a mesma; nenhum dos outros Davids havia vivido isso. Tris e David eram singulares, eram de fato únicos.

 

E a Bíblia?

 

O apóstolo Paulo diz:

 

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

Romanos 12:2

 

         Segundo Paulo, não precisamos e nem devemos desejar nos amoldar às definições desse mundo. O mundo oferece várias caixinhas para nos encaixarmos, vários contornos para nos definir. Paulo diz para não entrarmos em nenhuma dessas fôrmas. Ao contrário, ele diz para mudarmos, sermos transformados em nossa mente, ou nosso “homem/mulher interior”

 

Mas e então, quem sou eu ou quem eu devo ser?

 

“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”
Romanos 8:29

 

           A partir desse e diversos outros textos bíblicos, vemos que o desejo de Deus é que nós sejamos conforme a imagem de seu Filho Jesus Cristo.

 

Mas como assim, e a minha singularidade, eu tenho que me tornar Ele?

 

            Não entendo que Deus quer que sejamos cópias d’Ele. Mas acredito que de uma forma altamente sobrenatural, nós seremos cheios d’Ele, e vazios do nosso ‘eu’; não seremos mais “eu”, e sim “nós”, e totalmente d’Ele. Deixar Ele nos falar quem somos, deixar ele nos definir...

 

          E aí seremos quem realmente somos e devemos ser, mas sem todas as nossas falhas de caráter e pecados. Não nos enganemos, nossas falhas não precisam fazer parte de nós; elas são justamente marcas da intervenção do pecado em nossa natureza. Como um vaso de barro que está rachado e será restaurado pelo oleiro para ser como no início; o que Deus fará é retirar as falhas e nos tornar perfeitos!

 

         Quando Ele fizer isso, nós seremos Verdadeiramente nós, completos, únicos, seremos não eu, mas nós, uma relação simbiótica misteriosa com o Senhor... Ah, é muito bom pensar sobre isso...eu não mais precisarei rejeitar meu eu para ser cheio d’Ele. Poderei abraçar quem eu sou sem restrições, pois tudo em mim será para Ele, como se as marcas do pecado nunca houvesse existido em nós. Poderemos dizer finalmente:

 

“O meu Amado é meu e eu sou d'Ele”! (Ct 2.16)

 

           Por fim, quero deixar uma música que já me ajudou muito em diversos momentos da minha vida: "Esperança" - Os Arrais. A Esperança que Cristo nos oferece, mesmo quando pecamos e ficamos face a face com nossa miserabilidade. Ele esconde, por meio de Sua cruz quem não somos, revelando-nos a cada dia que se passa qual a nossa Verdadeira natureza e essência em Deus.

 

 

 

--

 

por Alan Keuce

 

"Seja alguém de quem o mundo não é digno"(paráfrase Hb.11.38)

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