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Maldade e Redenção em Malévola

March 16, 2016

 

 

 

          Olá Galera, tudo bem?! Então, como vocês já devem ter percebido, a Conexão de hoje será com o filme “Malévola (2014)”! Resolvi fazer uma conexão sobre esse filme primeiro porque o achei muito interessante, a mudança de perspectiva sobre a vilã. Depois, porque, na época em que ele foi exibido nos cinemas, gerou alguns comentários no meio dos evangélicos, pessoas que disseram que ele era do cão (¬¬), pessoas que gostaram da releitura da história (como eu), entre outras opiniões diversas. Então, aos que não assistiram ao filme ou querem relembrar um pouco da história, aí vai uma sinopse do filme:

 

          “Baseado no conto da Bela Adormecida, o filme conta a história de uma fada chamada Malévola (Angelina Jolie), a protetora do reino dos Mors, composto por fadas, duendes e outras criaturas mágicas. Desde pequena, esta garota com chifres e grandes asas mantém a paz entre dois reinos diferentes, dos humanos e dos Mors, até se apaixonar por um garoto humano chamado Stefan. Os dois iniciam um romance, mas Stefan tem a ambição de se tornar rei do reino dos humanos, e usa Malévola para conquistar o direito ao trono, oferecendo-lhe um beijo de amor verdadeiro, mas tirando-lhe as preciosas asas e abandonando-a. A garota torna-se vingativa e amarga e decide amaldiçoar a filha recém-nascida de Stefan, Aurora, para que, em seu décimo sexto aniversário, ela se ferisse com o fuso de uma roca de fiar (uma agulha de uma máquina de fiar), caisse num sono profundo e só acordasse ao receber um beijo de amor verdadeiro, o que Malévola já não acreditava que existisse. Aos poucos, no entanto, Malévola percebe-se nutrindo bons sentimentos pela jovem e pura Aurora.”

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          Então, existem algumas coisas que pensei para falar sobre esse filme, mas gostaria de enfocar as mudanças que acontecem na vida de Malévola e os efeitos que elas têm em sua personalidade e suas ações. Esse filme coloca Malévola como alguém que está tão sujeita a mudanças como qualquer outra pessoa, tanto para o mal quanto para o bem. Vejamos, então, um pouco dessas mudanças e ambiguidades de Malévola e algumas conexões.

 

A MALDADE

 

 

 

“Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.”
1 João 4.8

 

       Como eu já disse acima, Malévola era uma fada considerada boa quando criança. Ela defendia seus companheiros, os Mors, sendo uma poderosa fada protetora daquele reino. Ela havia inclusive descoberto o amor com o humano Stefan. Porém, devido à traição dele, Malévola perdeu suas asas – sua beleza, graça e liberdade – e ficou aprisionada numa vida em que o amor verdadeiro não importava, pois na verdade, para ela, não existia.

 

         Pensando sobre isso, vemos que a maldade no coração de malévola emergiu quando ela rejeitou o Amor em todas as suas formas, da mesma forma que a humanidade caiu em desgraça quando rejeitou o Amor de Deus, preferindo a desobediência e o pecado. Como diz o versículo acima, Deus é Amor, e quem não ama não conhece a Ele; e quem não conhece a Deus dificilmente descobriu qual a potência do Verdadeiro Amor, pois este tem origem n'Ele.

 

        Pensei também uma coisa: na história, vemos que a traição de Stefan foi a fagulha que incendiou o coração de Malévola com a maldade; porém, a maldade não surgiu do nada em seu coração. Para que ela fosse atingida de tal forma pela amargura e desejo de vingança, já existia em sua natureza a potencialidade para fazer tudo aquilo, mesmo antes da traição.

 

        Isso me lembra da maldade do coração do homem longe de Deus. Conforme a Bíblia, nós herdamos a morte de Adão; ou seja, o homem natural, antes de entregar-se a Cristo, tem seu espírito morto, separado da vida de Deus, e por isso peca. Ele não morre quando peca, mas peca porque já está morto, devido à herança do pecado de Adão.

 

"Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram." Romanos 5.12

 

        Isso quer dizer que a tendência ao erro já está em nós; o erro não surge por causa das situações e eventos que ocorrem em nossas vidas, mas acontece quando nossa tendência natural é atiçada de alguma por estas situações. Mas não nos enganemos, mesmo que o mundo e tudo ao nosso redor fosse perfeitamente perfeito, nossa natureza pecaminosa já seria o suficiente para nos levar a pecar e nos entregar à maldade.

         

        Isso não quer dizer necessariamente que tudo o que fazemos seja o pior que poderíamos fazer; mas há uma graça restritiva de Deus, que age impedindo que isso aconteça. O próprio filme mostra isso, quando Malévola salva Aurora algumas vezes, mesmo antes de perceber-se querendo bem a Aurora; ou quando, mesmo entregue à maldade, Malévola continua protegendo o reino dos Mors.

 

A REDENÇÃO

 

 

 

 

"Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." Romanos 5.8

 

       Como já disse, a descrença no Amor, causada pela traição de Stefan, fez com que Malévola se entregasse a maldade. Porém, a redenção de malévola acontece justamente quando ela passa a enxergar alguém novamente com olhos de Amor. No filme, Malévola passa a acompanhar a vida de Aurora, filha de Stefan, e, aos poucos, vai sendo conquistada pela graça e inocência da menina. Malévola se arrepende profundamente de ter lançado a maldição em Aurora, mas ela é forte demais para ser cancelada. Por isso, a maldição acontece e  Aurora cai em seu sono profundo.

 

          Malévola acredita que tudo acabou, pois não há amor verdadeiro na terra. Ela dá então um beijo de despedida na testa de Aurora, e aí acontece a magia: Aurora acorda! Malévola, que não acreditava em Amor verdadeiro desde sua traição, descobre redenção no Amor verdadeiro que nutria por Aurora, a jovem que outrora tinha amaldiçoado. Que poético! O Amor libertou Malévola das garras da maldade a que estava entregue e permite-lhe recuperar suas asas - sua beleza, graça e liberdade; assim como Deus, em Seu imenso Amor, nos liberta de nossos pecados e nos concede a verdadeira vida, nos aproximando d’Ele mesmo para um relacionamento de Amor eterno. No fim, assim como os Mors e os humanos, antes inimigos, foram unidos por meio do Amor maternal entre Malévola e Aurora, a humanidade e Deus foram/podem ser unidos por meio do Amor sacrificial de Cristo, que gera nos corações dos que recebem seu sacrifício Amor por Ele mesmo, iniciando uma mudança completa em nossos corações.

 

 

"Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos." Efésios 2.4,5

 

 

 

--

 

por Alan Keuce

 

"Seja alguém de quem o mundo não é digno"(paráfrase Hb.11.38)

 

 

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